segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Morte Das Palavras


Porque escrevo? São palavras que aqui deixo... sim... esse é o túmulo de Jim Morrison, aquele mesmo que sabia muito bem usar as palavras em seu favor, em favor de sua liberdade de expressão, ou apenas por sua vontade de mandar alguem pro inferno.
Por quê essa foto? Porque hoje percebi o quanto as palavras são frágeis, o quanto podem se mudar ou apenas ser levadas pelo mais singelo vento.
Dor!!! SIM! Não tem dor comparável à dor de um poeta traido pelas palavras, suas melhores amigas.
Mesmo porque... a mente de um poeta tem lá suas insanidades e é cheia de conflitos como todas as outras, mas nessa mente, isso acontece muito mais frequentemente que nas outras.
Há tempos deixei de lado a poesia, não sei, comecei a pensar que atitudes valem mais que as palavras, e ainda acredito nisso, porém, o que mais me machuca é saber que sofro por algo que sempre pensei que controlasse: as palavras.

Então aqui estou eu de novo em luto por mais uma morte... já são muitas nesse flog, e com certeza isso prova o quanto de mudança já sofri em alguns anos.
Chega de acreditar nas palavras?? Não!! As palavras são amigas, doces e confiáveis... quem manipula mal essas pobres indefesas é o orgulho humano, afinal, o ser humano é cheio de criar as coisas pra que possa manipulá-las em seu próprio benefício!
Meu DEUS!!! Que mundo é esse que habito? Que expiação é essa que me foi dada? Estou eu no lugar certo?
Claro, DEUS não erra, mas eu com certeza erro muito e o meu maior pecado foi ter me aproveitado da suavidade das palavras em meu favor, fazendo disso uma arma em uma guerra que nunca deveria ter existido... pois bem, fui condecorado GENERAL DAS PALAVRAS!!! mas aí... como voces sabem, as palavras são infnitas como os sentimentos, passam pelo tempo, pelos povos e sempre se mantém vivas!! Um dia perceberam que eu as havia enganado... e pronto, infinitas palavras contra UM GENERAL!! Por isso cá estou eu, derrotado, humilhado e desesperançoso... esperança em que eu devo ter? me tiraram meu exercito, um exercito que nunca foi meu, apenas me ajudavam pois acreditavam em meus ideais... hoje, vejo que não fui traido por elas, mas sim que elas descobriram minha traição... me entrego sem dor de ter sido descoberto, mas com a infinita e triste dor de saber que estava errado, que perdi minha felicidade por acreditar no poder e no orgulho humanos...
Fui um tolo! E por isso deixo a foto desse túmulo, o covil de um dos maiores tolos, que soube muito bem usar as palavras, mas que foi aniquilado por elas...
Espero que um dia elas possam me perdoar, e eu novamente consiga enxergar aquele brilho que era o meu natural, mas que hoje não passa de uma lembrança...
Uma nova vida vai se levantar, com todos os tropeços da inocência de algo novo, mas sem a arrogância do pueril e desgostoso orgulho... que DEUS esteja comigo, mesmo sabendo que nem sempre estarei com ELE...

Nenhum comentário:

Postar um comentário